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CAJAMANGUEIRO BOMBAÇO - Livro EXTRAGEMA

  • Foto do escritor: Valter Rogério
    Valter Rogério
  • 15 de mai.
  • 2 min de leitura

Faz o homem exato cajamangar azedumes de ilusões ao caixa

Dissolvente fruta e amadurecimento espinhoso honorário caroço osso:

Como quem caminha levando o destino do cais carregamento tempo

De existir sozinho ao desenlace ruralista do engenho cana caiana.

Segue o cajamangueiro sedentino e seu silêncio de pirâmides Eufrates

Quéops mostrando que minúcias de vida sol abelhudamente harmonia

Pode caminhar pela rua dia-a-dia atuando patas e paços poeira poente

Do lodo aos olhos gordos de oleiros, de conduzir a sobrevivência.


Derivou acamaradar-se nesta escola prática e simples assim subsistir

Córrego carriola,carrinho de frutas…cangalhas de sal e cajamangavó

Azedinha entre meninos e meninas moças e homens raça sóis

Em folhas a compra prazerosa e enriquecida gostosura da rua.

Frutice bélica vivenciada de sentido no pouco do azedume desta vida

Espinhotóssica e caminheira de casas achatadas algemadas estradas,

Certos becos horizonte solidário ourificado e frutaneiro modismo:

Barato qualquer quem tem manhas e manias alquimia enunciativas

Fugaz aos atalhos paladares lampiões acendendo a rua dos prazeres

Cajado de sonhos, hábitos nos trabalhos e suores aquecido no calor.


Olho íngreme encharcado e ruralizado êxodo empreguismo suburbano

Com dinheirinho arrecadado que o faz pouco ganhar sedento tostão;

Todavia, habilitar e autoser manter e não ser patrão nem empregado.

Do suor recolhido tempestivo sol a sol observatório de contidos sais.

Caminhar pelas ruazinhas apeando ruandando em sua caranguinha

Emsi seu ourolar de passos assolados e calçados andares leves leviano


No desvanecer solidário seguindo sua rota cármica apropriado mundo

Aguerrido solar como quem olha a realidade da vida crua mundana

Há de ser doído calo nos dedos de conter realmente o que assim fazia:

O homem e seu cajado cajamangueiro de uma bombaça cajamanga

Em gozar o azedume da língua aguçada de miúdos e trocados vencia.


Todavia seu chapéu de sol em campo urbano e futebol no grito de gol

Ganhavas no passo a passo de cada ponto de ouripoeirento luxúria

Entre existir simples colher e vender frutas como vocação sublime

Ao pressentimento do homem carrinho e carriola cajamanga sal

E salzinho dignificante competência e habilidade intervir em serse

Como abarcante humano e dignificado por este modo comercial;

Em ladear a restringir-se em sua apequenada banca de frutas

Cais e algazarra na porta das escolas com mulheres homens

Crianças destas ruas vadiagem e sabedoria militância de sobrevida.


Quente como um sol de estalar mamonas frutaneira bombadinha

Segue pela sonolenta estrada de sonhos e ilusões em simplória razão

Fantasia toar oficioso solidário jeito de existir sobrevivendo prazer Do sabor de assim coexistir carrinho laranjas cajamanga carambola

Seriguela e tamarindo pelas manhãs a conter tecida sobrevivência

No tempo simples e autônomo como único cajamangueiro do interior

Escolhido desta profissão: Senhor do móvel carrinhola de seu ofício

Existencial a satisfazer uma existência de anos profissionais cacos;

Apreciar e mostrar a população azedinha fruta corrosiva especulação

Sendo o bombaço de um trabalhador talhado ao sol com seu chapéu:

Vive e viveu um cajahomem apenas sendo frivolamente fruticultor

A mostrar autosubsistência de anos a fio e de ser livre neste chão:

Salzinho e cajamares no carrinho carriola que vendia fruta arribação.



 
 
 

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