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QUATRO SERES, QUADRO DE VIDAS- Livro EXTRAGEMA

  • Foto do escritor: Valter Rogério
    Valter Rogério
  • 12 de jun.
  • 1 min de leitura

Quatro seres;quadro de quatro vidas

E um silêncio de mundo guardado diante do chão.

Descalços permanecem em pé com a vida

Pedem desculpas desvelo por assim viverem.

Uma estrada de terra e chão pisado

Certa marca da fome forma o boi

E as estrelas do céu pedem perdão

Por existirem e persistirem ao acaso.

Já não conseguem mais nadar no rio que secou;

Savanas arcam os animais a serem caçados

E os urubus passeiam procurando a morte.

Mas um dá à mão e o corpo ao outro;

Corpos invadem o amanhã inseguro

Deserdado de insegurança calada.

Não tens mais fuzis e os fuzileiros

Mercenários atiram diante da vida cáustica:

A fome corroída e o satisfazer itinerante da miséria.

Tarde da noite o amanhã romperá no céu

O Bolero de Ravel e a morte do imperador

E toda poesia aclama a brasa da chama

Certo tremor do tempo ao insensato amanhecer.

Quatro meninos andam na rua da estrada

Com sede carinho amizade companheirismo

Viagem no orvalho tímido da magoada terra ferida

Entretempo pálido contra correnteza da vida

Dentre viver seria interestelar tempo de assim ficarem. 

 

 


 
 
 

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