HALLEY E OS ASTRONAUTAS-Livro EXTRAGEMA

Halley passou pelo signo de Áries
Não tive culpa e olhos para ver adeus.
Decadente estrela de cabeleira Luzidia
Passou pelo céu Via-Láctea em firmamento.
Rio riacho de luzes no espaço sideral
Faces da lua movimento cético de planetas
Em sóis de mundos equidistantes vidas zodiacais
Fico aqui no mundo a esperar seu brilho cadenciado.
Mas cigano inveterado não sabia que ela existia
Sua forma estrelar de cabeleira azulada infinita
Que abrigava disfarces brilhantes lunares endoscopia
Como três Marias acasalando vidas Cruzeiro do sul guia
Nem quero mais saber do medo perdido dos homens
Incendiando casas e atormentando mistérios;
Descobrindo clãs e povos lunares abrigando
Bichos e focinhos em chiqueiros atracados
Nos becos e subterrâneos do corpo novelístico.
Diziam que Halley seria visível no espaço
Como uma grande estrela em caldas luzidias
E deixaria um buraco no céu infinito
Pior até mesmo que os levantados do chão
Em formigueiro humano da Serra Pelada contida.
E também se ligaria às nascentes de novos
Seres escritores, poetas e artistas trovadores
Por todo hemisfério antares adentro,
Absoluto real e realizável vida vivida..
Pensei até que esta fulana
Construiria uma estrada de ferro
Ligando pontes... através de trilhos
Para diminuir o sofrimento dos homens
E a todos os nossos seres convalescidos.
Mas Halley não deu em nada disso
Quase ninguém chegou a vê-la
Pouca gente acreditou e pode contê-la
Na Via láctea e no carrossel de mundos
Passou pelo universo interestelar e quase
Ninguém viu e observou seu ritmo arredio
Na valsa mágica de sua órbita serventia.




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