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EXTRAGEMA DO BICHO DA SEDA- Livro EXTRAGEMA

Foto do escritor: Valter Rogério
Valter Rogério
há 1 dia
1 min de leitura

Devagar tece seu casulo e sua casa mirabolada

Intermeio a ovos luminosos segue o ser

Metamorfoseado como um núcleo

Perdido no espaço subterrâneo serioso olho d’água.

Prolifera morada ao estratagema aguçado,

Uma casca de vidro assolada conspiração

Envolvendo o ser na cólera de existir.

Contudo e parecidos ao casulo da seda,

Num bloco de trabalho representativo do nada:

Teatraliza a nocividade humana perdida na ordem do dia.

No riacho da vida acima de silenciar

Tece o vulgo bicho a selagem do alimento bruto

E carminoso como amoras escuras e despontadas

Na aterragem do alimento, pano substancial

Dentro e fora construído um jeito andarilho

Em arquitetar mãos construtoras da seda.

Lava raízes selvagens à decomposição

Do tecido trabalhado como fios a fios

Armazenadas de palavras casular

Ao desenrolar do mundo passando

No sonho destemido de vir um dia

Tornar-se homem de si mesmo.

Aos micros fios circuncêntricos

Da composição criadora ao encilhamento

Como chama aquecida de uma vela;

Ocorre de anunciar o substancioso

Fruto da criação em movimento.


EXTRAGEMA DO BICHO DA SEDA- Livro EXTRAGEMA
EXTRAGEMA DO BICHO DA SEDA- Livro EXTRAGEMA



 
 
 

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