EXTRAGEMA DO BICHO DA SEDA- Livro EXTRAGEMA

Devagar tece seu casulo e sua casa mirabolada
Intermeio a ovos luminosos segue o ser
Metamorfoseado como um núcleo
Perdido no espaço subterrâneo serioso olho d’água.
Prolifera morada ao estratagema aguçado,
Uma casca de vidro assolada conspiração
Envolvendo o ser na cólera de existir.
Contudo e parecidos ao casulo da seda,
Num bloco de trabalho representativo do nada:
Teatraliza a nocividade humana perdida na ordem do dia.
No riacho da vida acima de silenciar
Tece o vulgo bicho a selagem do alimento bruto
E carminoso como amoras escuras e despontadas
Na aterragem do alimento, pano substancial
Dentro e fora construído um jeito andarilho
Em arquitetar mãos construtoras da seda.
Lava raízes selvagens à decomposição
Do tecido trabalhado como fios a fios
Armazenadas de palavras casular
Ao desenrolar do mundo passando
No sonho destemido de vir um dia
Tornar-se homem de si mesmo.
Aos micros fios circuncêntricos
Da composição criadora ao encilhamento
Como chama aquecida de uma vela;
Ocorre de anunciar o substancioso
Fruto da criação em movimento.




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