PEDRO: SEUS ESCUDOS E SUAS ARMAS- Livro EXTRAGEMA

para Pedro Calil Trevisan
Despediu-se cedo dos olhos arredio do amanhã,
E não vai mais caçar vagalumes no sítio do mundo.
As armas e seus soldados armados temem a morte
E os exércitos marcham para afugentar sentinelas:
Sentimos e sofremos em perder o olhar do céu
Horizonte vaidoso de brilhar solidário das estrelas
Que rompem de silêncio o brilho amortizado pelo medo.
Mas foi forte destemido e corajoso cumprido em viver
O repentino aprendiz aprendeu a gostar da música e pintar
Quadros para guardar e enfeitar os olhos da beleza humana.
Assim calado ficamos com sua partida sem dizer adeus
E o maquinista da Maria Fumaça apita a partida do trem
Estrada de ferro todavia não serve mais de transporte mundano
Na sobrevivência dos homens e maquinistas; passageiros dos trens.
Ficaremos a sentir tua eterna ausência infinita
E luzidia o vestido do tempo em que reluz desenvolveu
Sua infinita jornada de trabalhos para sobreviver a vida
Aos sentidos do saber e acatar a felicidade na harmonia clandestina:
Dentre o sonhar e buscar a imensidão do infinito diante dos tolos.
Recordaremos as quatro estações de Vivaldi e suas temporalidades
Enquanto os tambores calarão ao suspiro destemido orquestrai-vos
Sobre o som aclamado do imperador ao eterno Bolero de Ravel.
A vida continua suspirando e cantaremos a eterna esperança,
Pois o momento é de resistir e assoprar convenções mundanas
Diante de um futuro certo incerto canhestro que todos assim estamos:
Enfrentando e apreciando calado a vigília do sol diante do entardecer.




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