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PEDRO: SEUS ESCUDOS E SUAS ARMAS- Livro EXTRAGEMA

Foto do escritor: Valter Rogério
Valter Rogério
há 5 dias
1 min de leitura

para Pedro Calil Trevisan 

 

Despediu-se cedo dos olhos arredio do amanhã,

E não vai mais caçar vagalumes no sítio do mundo.

As armas e seus soldados armados temem a morte

E os exércitos marcham para afugentar sentinelas:

Sentimos e sofremos em perder o olhar do céu

Horizonte vaidoso de brilhar solidário das estrelas

Que rompem de silêncio o brilho amortizado pelo medo.

Mas foi forte destemido e corajoso cumprido em viver

O repentino aprendiz aprendeu a gostar da música e pintar

Quadros para guardar e enfeitar os olhos da beleza humana.

Assim calado ficamos com sua partida sem dizer adeus

E o maquinista da Maria Fumaça apita a partida do trem

Estrada de ferro todavia não serve mais de transporte mundano

Na sobrevivência dos homens e maquinistas; passageiros dos trens.

Ficaremos a sentir tua eterna ausência infinita

E luzidia o vestido do tempo em que reluz desenvolveu

Sua infinita jornada de trabalhos para sobreviver a vida

Aos sentidos do saber e acatar a felicidade na harmonia clandestina:

Dentre o sonhar e buscar a imensidão do infinito diante dos tolos.

Recordaremos as quatro estações de Vivaldi e suas temporalidades

Enquanto os tambores calarão ao suspiro destemido orquestrai-vos

Sobre o som aclamado do imperador ao eterno Bolero de Ravel.

A vida continua suspirando e cantaremos a eterna esperança,

Pois o momento é de resistir e assoprar convenções mundanas

Diante de um futuro certo incerto canhestro que todos assim estamos:

Enfrentando e apreciando calado a vigília do sol diante do entardecer.

 

 

PEDRO: SEUS ESCUDOS E SUAS ARMAS- Livro EXTRAGEMA
PEDRO: SEUS ESCUDOS E SUAS ARMAS- Livro EXTRAGEMA

 

 

 
 
 

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