O HOMEM E A PORTEIRA DO MUNDO-Livro EXTRAGEMA
- Valter Rogério

- 25 de jul.
- 2 min de leitura
O homem sentado na porteira do mundo
Olhava o chão e a terra diante do sol
Entre fechar e abrir essa porta
Assombrava aconselhar no infinito
Na liberdade infundada naquele imenso lago;
E suas águas diante caido orvalho do campo
Não tinha mais o mar como irmão afins.
Pensou consigo mesmo em condizer
Qual o significado do amor diante do mundo
E assolou percorrer países distantes
Cidades soberbas geografias longínquas
Olhava a estrada e tinha desejo de caminhar
Pela estrada meio de sua caminhada apareceu um cachorro
Um galo e um pássaro preto cantava no terreiro da casa
De todos amigos; mas o tempo insensato inexistível existir
Contido na distância do final do mundo era imprecisa
E o carrasco aliciava as horas no relógio preso a vida
Amadurou dizer muitas e quimeras mentiras
Para conquistar o amor de uma mulher
E por engano de si mesmo apaixonou-se
Sofrendo de tesão aprisionado ressentido:
Ele olhava o rio e a represa diante dos olhos
Sem saber onde na vida eles teriam um fim.
Depois disso, pensou em conter o mar e eco sentir
Das águas que atingiram seu horizonte sem fim.
Ficou a conspirar no calendário dos meses, dias e anos
Primaveras outonos para ver se aquele indesejado
Não apagaria sua vida ou a morte no acalanto alfenim.
Olhou para o lado da estrada continha duas cercas
Diante de seus olhos com arames farpados e porteiras:
Pensou colidiu consigo mesmo o rancor dos poderes
Entre homens com suas estátuas de gessos e marfim
No torpor da mentiria diante de uma órbita imprecisa
Conciso na vida, pois o valor da memória e do cético infinito
Do homem e dos seres julgará a libertinagem dos jardins.
Depois cantou bebeu fumou dançou diante da estrada
E acasalou seus infernos de homem apaixonado de amor
Mas queria ter as asas de um avião para sair daquele lugar cabisbaixo
Conspirativo sem lance no vazio de assim ser e conter.
Contudo o final desta caminhada de ir longe e distante porvir
Uma porteira assolava uma porta e não saberia ela onde existir
Depois de fechar aos gargalos do olho d'água não saberia
Como seria sua vidazinha depois que acabasse de ver o lago
E o rio passava seu curso no almoxarifado do mundo
Na estampa de falso terno linho branco e sapato catamaqui
Achava estranho sua fama de vender cegos e defuntos ao japonês.




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