FECHADA MORAL- livro EXTRAGEMA
- Valter Rogério

- 23 de jun.
- 2 min de leitura
O pássaro preso ao corpo mumificado na gaiola concessiva
Aspira e expira assolando o incompreender da harmonia
Psicodramática de inibição e esquizofrenia calma ocular
Auto compreendendo ser uma ave cega rapina televisão.
Parede isolada de arame e destemido canto misterioso
Bifurcado ordenado a romper na monotonia singular
Vivenciando espaço oco e aberta fachadas surreais
Adentro do viver livre e ser aprisionado nesta conspiração:
Resta fazer o som de notas musicais cegas e surdas embevecidas
Procurando salvar a aguardente cantar de sonoras canções
Como quem pretende acordar o sono de areia dos rios
Entre quirelas dobradiças em primavera egípcianista
No sofrimento de ser aprisionada e existente harmonia
Pulo a pulo do voo torto a pé-ante-pé no poleiro
Outrem fecha o clímax xadrezista passado nem futuro
Esperando semiboreiais outonos de sorrateiros cantar.
Olha acima e abaixo o chão sujo da gaiola sem livre visão
Olfatigem vertigem assombrada assobradada dimensão
No ar que faz o pássaro de fogo ser chuva vento da estepe
Cantarolar diante da suprema dor e causa cáustica afortunada:
Destemida força aprisionada ao poder do cosmo engaiolado.
Fechada moral e ave terramar humanística assim crer ser autista
Alcançando o alçapão medieval lastimável no sotero lunar
Da vida vivenciando num enxergado sonho da constipada sela
Aprimorando compor o expositor prático instrumentário
Observando a fantasia organizada pelo apelo, mãos do senhor:
Adentro ao que poderia-se chamar de destino ou rota cármica
Bate as asas presas e aprisionadas do pássaro aprisionado na gaiola
Traído em seu itinerário destemido de confinar sua vida a fariseus
Ciganos de seguridades absurda e opressora que envolve o errôneo
Sentido e sensível como um artista inconfessável forma verificada réu
Compreendendo o que seria julgar explorar ocultar temporal desfecho
Em tornar-se um ser aprisionado e condicionado ao desejo escravo.




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