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HERMELINDA CAMPANHOLO-livro EXTRAGEMA

  • Foto do escritor: Valter Rogério
    Valter Rogério
  • 23 de jun.
  • 1 min de leitura

Atualizado: 25 de jun.

Linda flor do mês de janeiro

Que pairou a vida em seu coração

Conhecer Dante teu esposo seu.

Nesta ribeira de contra mão

Onde os vizinhos selaram sua missão

Imigrantes Espanhóis encantados de chão.

 

Não te vejo mais no portão de sua casa

Sempre engraçadinha de deus alfenim

Aos matinais domingos , missa na catedral…

Falava tanto de tua religião fogo pagou

Como penúltima chama que morre

No subúrbio da esperança eterna

Ao éden de teu colchão adão.

 

Tiveram um armazém e mercearia

De bons exemplos que por caminhos

Mostraram a seus eternos filhos

Que dois e dois são quatro

Feijão com arroz no prato

E dignidade não se constrói na contramão:

Como amor e respeito não se aprende

Na escola que persegue a humanização.

 


Tinha nos olhos um jeito especial de ser

Mãe feliz de todos seus filhos

E querobim de Santo Antônio

Em dia de festa de São João;

Toda aquela fogueira de alegria

Que em seu sorriso solicitava em ser

Pura felicidade do queixume a paixão.

 

Hermelinda falava a Dante;

- De um pedaço de parmesão

A estes meninos e não desobedeça!

Nós incendiávamos em Espanha

E a dor da vida que fazia parte da sina

Nos deixaram seus olhos por existir.

 

Brigou com Nero Afrodite e Prometeu

E tudo foi mera coincidência ao acaso

Na solidão do portão na casa da linda;

Parida como borboleta maravilha

De natureza de santos e arcanjos

Ser vitória régia quimera flor sobre o lago

Gracinha de seu eterno sorriso de menina

Que nunca mais sorriu no portão

Diante de sua casa conspiração.



HERMELINDA CAMPANHOLO-livro EXTRAGEMA
HERMELINDA CAMPANHOLO- LIVRO EXTRAGEMA

 
 
 

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