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O BICICLETEIRO IÇÃ- Livro EXTRAGEMA

  • Foto do escritor: Valter Rogério
    Valter Rogério
  • 6 de jun.
  • 2 min de leitura

O policiclo bicicleteiro Içã pedalista

Teve quatro mãos de ferramenteiro aço

Mais uma bicicletaria de velhas ilusões

Montadas no arco-íris da nua liberdade:

Como quem sabe pedalar em nuvens de força;

Açoitando um ácido no cronograma da ginástica

Ao corpo entre a graxa e gasolina pública

Consertava tortos aros e raios pneumáticos

Pedais pneus rolamentos garfos marchas

Brincando neste veículo como sóis e condução.

 

Nas manhãs de verão inverno outono primavera

O solitário trabalhador das ilusões interpedais

Cotidianamente abria sua loja operário autônomo

Vivendo como um homem feliz e reluz quinquilharias

Que não era este o operário que fazia da bicicleta:

As bicicletas que faziam dele um solitário trabalhador.

 

Para ele ninguém era de ninguém em sua liberdade

Brincadeira de ser autônomo na preguiça das rodas

Como caminhar livremente pelas estradas afora…

Criou ele seus filhos e construiu família de reis rainhas,

Diante de uma sobrevivência e ganho cotidianesco

Brincou de brinquedos corpo coração peças grupos

Das elétricas carruagens de pedais ilusões do sonho

Locomotivas que foram sumindo do país trens a revelia.

 


Muitos policiclos de nuvens em libertinagem manhã

Percorria a ida e a vinda de sua casa até o salão

Todo pintado de branco e do puro ar que consentia;

Dizia ele a todos, como é bom viver sem patrão

Respirar todo esse oxigênio solto translúcido

Sítios chácaras ruas ruelas desfiladeiro becos

Em livres viagens subúrbios urbanos arranhacéus 

Pelo simples prazer de viver a vida simplesinha

Em todos os momentos de sua profissão de vigília.

 

O passeador honorário de pedalantes bicicletas

Ficava de aposentar-se no barco da previdência do país

E circulador de subterrâneos corpos dos trabalhadores

Tostão ienes chiliz e pesetas de pagamentos

Nesta embarcação da massa humana interplanetou

A dar o último suspiro em cima de sua bicicleta

Toda amada de prazeres e suores de substância citadina,

Viveu e dançou o samba com todo prazer desta profissão:

Foi bicicleta, bicicleteiro Içã sonhou e amou na vida.

 


 
 
 

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