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O MENINO E A PRAÇA ONDEANTE- Livro EXTRAGEMA

  • Foto do escritor: Valter Rogério
    Valter Rogério
  • 7 de jun.
  • 2 min de leitura

O menino matutava sussurrando no devaneio da vida,

Pensava no nada Nietzschiano e no leão marinho,

Explanando brincadeiras mamãe da rua e cirandinha

Vivendo o dia encarnadurado e companhia secreta da escrita.

 

O menino escarafunchava o caderno monoculatório

Carregando casulo, amuleto e tatuagem em rebeldia;

Não tinha dinheiro chácara e piscina carroça bicicleta,

Sem carro motocicleta e muito menos cruzado real dinheiro

Para gasolina: Mas mascava hortelã  Paraguaio Americana

Escarlatina Rodopiava pião e bolinha de gude roupa colorida;

E tinha tudo diante do simples pulsar desta cigana vida:

Um pedacinho do guardanapo de seda, terravião chão à vista.

 

O menino sentava no branco banco das praças

E nada nadinha tinha dos segredos oleiros carvoeiros

Da paixão do milho metamorfoseado em pipoca isoporcima

Ou no açúcar cristalizado como cana caiana da vida:

Nem usava brinco perolizado e roupa atômica de formiga

Mas habitava diálogo mercadológico ao mito ateu

Presenciando muito ou pouco de sua historiografia!

Um sabor de esperança e integração humana no adeus

Do sono abafado e incompreensível dos rios e riachos;

Gasoso assombroso caminho espreguiçando angustiado,

Sorte ter ele o soluço abaulado requisitado das cachoeiras:


Um pouquinho do nada desejado e dificultoso

Nadinha, do silêncio das ostras no dia-a-dia. 

Mas o menino tinha ou não retinha chameguinho

Direto e imperfeito, com as moças da vila?

Brincava de bêtise na rua olhando as pernas de Maria

Criava pombas e salutarmente aprisionava galinhas;

Montava em cabras e bezerros, lugar curral de sitiantes




 

Para um tombo torto e caído ao chão tudo servia,

Outrora menino existia calabarioso e aliviava a vida:

Tinha músicas, desilusões e vontade no movimento do dia.

Brindava vivificar palavras, e alinhava o linho na linha,

Intercaramelizando sonhos e amplitudes térmicas soníferas

Soniferas entre o cego surdo e mudo o menino nada então dizia:

Solarcendo fruta madura e diamante azul partindo

Brincalhando no mar; no encontro de sua estrela guia...

Aparentando Via-Láctea e firmamento constelacional mania.

 

O menino ficou pequeno e grande ao mesmo tempo

Dizia ser poetazinho e desempregado em concerto,

Vendeu balas de café feito lobisomem de caráter

Festou com artista e turista de viagem passagem;

Onde ganhou presente e lembranças de riqueza pobremente

Avidamente sobreposta no chão de sua terra.

Outrora então teve vontade de curtir escancarado na vida

Vestir roupas coloridas de marketing botequeiro

Cajado e justiça conselheira; Canudos e Melôs dramas

Ultimando e solevando conquista familiarizada

Em suas linhas tortuosas das palmas de suas mãos.

 

 
 
 

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