O RAPAZ E A MOÇA-livro EXTRAGEMA
- Valter Rogério

- 25 de jun.
- 1 min de leitura
Aturdido por uma fresta entreaberta ao clarão na parede
Conseguiu olhar a moça chegando ao salão principal
E no centro da cidade homens e mulheres se moviam
Bem vestidos com roupas nobres e ternos sociais.
E o garçom servia pratos delirantes, olhou a ela e cedeu
Em meio ao restaurante do tempo insensato a revelia:
Depois a moça procurou os aposentos na hospedagem da mercearia
E ali sentaram sobre a porta como prateleira em assento calado
Das cebolas, sacos de batatas e o bacalhau amanhecido de molho.
Os dois olharam-se lado a lado corpo a corpo olhos nos olhos
Desusadamente os olhares cruzaram esperanças do amor
Certos e assim foram olhando um no outro entre si mesmo
E finalmente em meio aos prazeres mundanos subterfúgio
Os lábios tocaram em afagos e beijos umedecidos de prazeres
E as falácias do desejo arquitetaram na solicitude da imensidão
Do mundo que depois da paixão tomada ao gozo diante do infinito
Ela pegou a chave interpôs dentro da fechadura entreaberta
E fechou a porta para depois secar em beijos e abraços contidos.




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