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O SURFISTA E SKATISTA- Livro EXTRAGEMA

  • Foto do escritor: Valter Rogério
    Valter Rogério
  • 23 de jun.
  • 3 min de leitura

Atualizado: 25 de jun.

O menino com sua prancha na praia buscando o infinito do mar

Avistava os navios cargueiros mercantes passarem equidistantes

De seus sonhos e pesadelos pelo tempo perdido no cais do mundo.

Preferiu correr ao Morro do Macaco e pegar cigarras com as mãos

Assim ficava segurando aprisionadas no fechar e versejar acontecer:

Abria a palma mão entre os dedos para elas voarem em liberdade

Como um pássaro procurando furar a grandeza do céu e suas estrelas

E depois ficar com o arrebol da tarde a colher no pôr do sol infinito

Magnífico horizonte de ilusões perdidas na boleia dos caminhões.

 

Não ficou triste de ser incompreendido a tomar a água dos cântaros

Para se calar com os soluços dos boêmios da madrugada tempestiva

Em seu novo amanhã plantou em como ser livre e desvairado na vida:

Partiu com o apito do trem na noite em que um dia todos morreremos

E não tardará o avião voará a milhões de milhas daqui da terra

Nestas poltronas destes passageiros insensatos que somos a viver.

Não desligue o rádio, pois ainda a melhor música poderá tocar

E anunciará a emoção que viver é mais que jogar o corpo no balanço

Há de contemplar gaivotas na praia com os pescadores beliscando

Os peixes na rede de pesca em alto mar da sobrevivência:

Sina esvaecida horizonte e seus oceanos  nas maresias extintas

-Não sabemos onde está o peso da memória “Incidente de Antares”

Do gelo ao frio do sul que vem esbravejando o desalento de vidas.

 


 

O garoto com sua prancha submarina e seus antecedentes skatista

 Resolveu atravessar o oceano Indico e o Pacifico a nado livre peixe

E acabou ficando com Ulisses na guerra de tróia afugentando fariseus

Da morte e destronar das duas torres gêmeas implodindo ao chão,

Com a cabeça meio raspada de seus pelos cabelos escarafunchador

Ao skate correndo pelas pistas do mundo perverso subdesenvolvido

Onde as rodas deslizantes de seu carrinho de rolemã ao pé do chão

Assombrando a estrada homens cruéis que gostam de balas e armas: 

Contudo sua cabeça tinha a evolução dos tempos das crianças azuis

Como os girassóis de Van Gogh ao painel assustador de Guernica.

Não vai chorar por ter desobedecido sua mãe e seu avô avó materna

Pois achou de contemplar no infinito o direito  nas “Luzes da Ribalta”

Contido calor do sol secando o pasto e a terra depois de destroçada

Permita-me dizer que era como os girassóis da Suécia escandinávia.

 

Mas o pescador da praia esperava vê-lo passar perto de sua barraca

Em ver seu posar de menino do rio diante de toda inquietude humana

Contudo o maior peixe a ser pescado ainda está no mar libertinagem

Onde pode os tubarões morderam as pernas infiéis olhos canhestros

E arrancaram o coração valente da Escócia e suas infinitas montanhas.

Sei que tudo isso pode soar como infelicidade e carros na estrada

Enquanto o trem bala velocidade na estrada dos famintos operários

Dando ida e volta na estação que tem destino esperar outro dia.

O meu amigo da prancha e skate cinematográfico “Cinema Paradiso”

Afogou no mar da cidade e águas pegajosas até ao poço das antas;

Desencorajado de viver esta vida besta dos homens cruéis atinados.

Ainda venero sua cabeça semipelada de cabelo cabeleira cabeluda

E seu eterno jeito simples ser na manhã como mais fortes dos homens

Guerrearemos a paz contra gregos e troianos no cavalo de troia.








 

 
 
 

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