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PARÁFRASE DE MANUEL BANDEIRA, LAGRIMAS DE ALEGRIA

  • Foto do escritor: Valter Rogério
    Valter Rogério
  • 9 de jun. de 2020
  • 4 min de leitura

Atualizado: 3 de jun.


Manuel Bandeira teve de pensar de imediato

Qual seria uma definição de poesia e embatucou :

Corrente magnética elétrica e afluir de nossos olhos sabatinados

Que sobre a forma de misteriosas lágrimas de alegria

És a força que atua de maneira divina e apreendida

Além e acima da consciência sobre as combinações das palavras.

Paira no ar um certo tumulto emocional na cultura do silêncio

Criando um como e porque assim revés ,que seria atmosfera de poesia.


Pois bem o poeta suscita a mesma coisa adversa contextualizada

Mesmo que mediante apenas uma colisão de palavras em silêncio não lido.

Aquele mundo do subconsciente que todos trazemos dentro de nós.

A poesia seria então a ponte entre o subconsciente do poeta 

E a perdida consciência do leitor.


Por que ela esclarece ao ver do poeta a poesia menos acessível

A que não ocorre no foco da consciência mas é evidente a inquietação

Que a poesia pode também nascer em pleno foco da consciência 

E portanto atuar sobre os seres humanos de maneira claramente apreensível.

Poeta não é aquele que escreve com métrica, mas o que finge

Ser nada e doravante sendo o prazer Nietzschiano comendo chocolate

E atendido por formular uma fábula, pois fábula e ficção são por assim dizer

Seria a forma e a alma de todo conceito a ser chamado : 

Obra poética ou poema.


É como uma simili-criação e faz dizer e fazer coisas que não existem

Como se existissem ser a ficção tornar sublime a essência da poesia.

Ficção retórica posta em música, a que o poeta chamou de pensamento musical

Quimera apresentação em forma apreendida, a imaginação de nobres fundamentos

As nobrezas emoções se bem entendida no sentido de não procurar o poeta

Fazer o verso cantar o poema que não faz versos porque ri ou chora tristeza

Mas aquela espécie de composição que se opõe ao medo opressão ditaduras

Dor de cotovelo violências golpes reais Futuristas Cubistas Surreais Dadaísmo

Contra a vida acometida e corrida do homem do campo urbano do ser humano.


Seria talvez a verdade quântica aproximada das obras de ciência por visar

Como objeto imediato o prazer de existir e não a indesejada das gentes agentes.

Por que em profundidade ela é a identidade de todos os outros conhecimentos

A flor e o perfume de todo o bálsamo sobrenatural conhecimento cosmológico.

Ela a poesia, anuncia as relações existentes entre os primeiros princípios

E as verdades primárias e secundárias visões dos momentos simples da vida.


Poesia é o conhecimento incomparavelmente conhecimento matuto mateiro

Experiência emoção tristeza alegria paixão medo morte vida solidão existencial.

Ela é o fruto do contato do espírito com a realidade acometida acontecida

Diante de si mesma a inefável incansável fonte que acreditamos ser perto de ser.

A linguagem que nos diz solenemente em virtude existencial de uma reação

Mais ou menos emocional transitória veracidade alguma coisa que não pode ser dita.


“ Devo esclarecer que todas essas definições e muitas outras

que colige, aparecem em contextos onde procura apreender

a essência do fenômeno poético e o pensamento de seus autores.

nada obstante, cada um contém uma parcela de verdade,

Ilumina um ângulo do problema que é talvez insolúvel.”


Poesia é a tentativa de representar a vida diante de sua anomalia estonteante

Ou reconstruir por meio da linguagem articulada aquelas coisas momento tempo

Talvez os gestos as lágrimas o riso o choro as carícias os beijos os suspiros de amor

Que procuram obscuramente exprimir uma representação diante da língua falada

Essa magia que talvez consiste em despertar murmúrios de sensações devaneios:

Suspiros por meio de uma combinação de sons rimas em encontros que 

Certamente não exprime ou comunica nada para quem não gosta de ler e aprender.


Que a significação das palavras importa quem sente e lê e não será preciso dizer que

O operário das palavras apenas escreve independentemente se ao leitor que lê e ver

Como o verso pode encantar a harmonia dos morros das favelas dos meninos carvoeiros

Que não morrem nas margens das praias e onde foram atirados ao difícil viver diante

Da vida e o poeta pode dizer fazer que tudo  ainda viver diante do que foi esquecido

Afagado sem mesmo desnudar o significado contínuo do mundo mas o encanto 

De tudo que ficou um pouco não pode e nem deve desaparecer aos olhos da poesia.



Não é com ideias que se fazem versos ; mas com simplesmente palavras amarradas

Naturalmente um sentimento menor ou maior que o mundo nos ombros subentendido

Afinal em poesia tudo é relativo obscuro claro quando atingível aos olhos do leitor

Certo ele passa a existir para com poeta pois sem ele a vida é mais morta

Que girassol de homens e mulheres “ estrelas da manhãs tarde e como da vida inteira:’

A poesia não existe em si e sempre ou talvez será uma relação entre o mundo interior

Do poeta e a simplicidade de viver a vida e sua sensibilidade a cultura suas vivências

E o mundo interior daquele que o lê com apenas tornar-se mais um a querer e ser poesia

Paráfrase para Manuel Bandeira e lágrimas de alegria.



Poema do livro: Poemas Insólitos

Autor do livro: Valter Rogério Nogueira de Almeida






 
 
 

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